domingo, 14 de agosto de 2011

SALVAÇÃO PARA TODOS

Grande era a fé daquela mulher cananeia, que alcança de Jesus a libertação para sua filha. Fé que enfrentou barreiras e preconceitos e foi recordada como exemplo desde as primeiras comunidades cristãs.

Afinal, segundo a lógica do povo de Israel, povo escolhido por Deus, que direitos tinha uma estrangeira para exigir algo do Messias? Jesus havia sido enviado para o povo de Israel, é verdade, mas sua missão era levar a salvação de Deus a todas as nações. E então a fé da estrangeira mostra aos seguidores de Jesus o que realmente importava a partir daquele momento. Pois a partir de Jesus o povo de Deus não se baseia mais em privilégios e exclusivismos, como a Lei de Moisés ou o monte Sião. O povo de Deus é a comunidade universal dos que acreditam no Messias Jesus, e a fé é a carteira de identidade de todos os cidadãos do Reino.

Não foi simples para as primeiras comunidades compreender que, em Jesus, Deus quer salvar a todos, sem exceção. Ainda hoje, após 2 mil anos, é cômodo viver a religião segundo alguns critérios que excluem as pessoas, em vez de incluí-las na comunidade, em vez de lhes dar a possibilidade de vivenciar com fé a bondade infinita de um Deus que não apenas deixa cair migalhas, mas se oferece a si mesmo como ali¬mento a todos os seus filhos – também àqueles que hipocritamente são ameaçados, excluídos e amaldiçoados.

O tamanho de nossa fé em Jesus se mede pela nossa abertura ao diferente e ao novo, por nossa capacidade de acolher as pessoas sem impor condições. Pois amar as pessoas não significa aceitar seus erros, mas ajudar-se mutuamente a crescer no dinamismo do Reino.

São muitos os que hoje se sentem excluídos de nossa comunidade de fé. E, no entanto, aquela cananeia nos lembra que a fé de tantos desses excluídos está aí, a nos desafiar, a questionar preconceitos e mentalidades que separam em vez de unir. E, mais que isso, está aí a nos servir de exemplo.



Pe. Paulo Bazaglia, ssp

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Programação da Semana da Família 2011


                                       "FAMÍLIA, PESSOA E SOCIEDADE"


15/8 (2ª-feira)
Missa e Palestra com D. Joaquim Tema: Políticas públicas que valorizam a família - 19h
16/8 (3ª-feira)
Missa com renovação das Promessas do Matrimônio- 19h
17/8 (4ª-feira)
Missa e Noite de Oração e Reflexão sobre o tema: "Família geradora de uma sociedade nova"-19h
18/8 (5ª-feira)
Missa e Terço Luminoso das Famílias -19h
19/8 (6ª-feira)
Missa e Hora Santa- 19h
20/8 (Sábado)
Missa c/Benção dos Casais que completam 25, 30, 35, 40 ou mais anos de casamento -18h


Maiores informações :
Paróquia Bom Pastor - Alphaville - Diocese de Jundiaí - Santana de Parnaíba/SP -  Tel.: (11) 4153-1114

Site: http://www.bompastor.dj.org.br/

Nos encontramos lá.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Homenagem ao Dia do Padre.





Pe Paulo Toni                              Pe Felix Silveira                      Pe Carlos Rafael

Ser padre é ser abençoado e verdadeiramente escolhido por Deus,dentro de uma comunidade, no seio de uma família, para ser o continuador da obra salvadora de Jesus. Ele assume a missão de construir a comunidade.

Por graça e vocação, o padre age em nome de Jesus: ele perdoa os pecados, ele reconcilia seus irmãos com Deus e entre si; ele trás a bênção de Deus para todos.

O padre é aquele que celebra a vida de Deus na vida da comunidade. Na Celebração Eucarística , ele trás Jesus para as comunidades. A Eucaristia é a razão primeira do sacerdócio.

O padre alimenta seus fiéis por esse sacramento, pela sua pregação e pelo seu testemunho.

Padre é o modelo por excelência de Jesus Cristo, o Bom Pastor. Por esse motivo ele deve ser como o Cristo Pastor. O Padre deve ser o pastor atencioso de seu rebanho.

Deve guiar por bons caminhos, orientando nas dificuldades e prevenindo quando necessário. Deve defender seus irmãos dos lobos modernos que devoram os menos esclarecidas e dos ladrões que atacam, que confundem e dispersam o único rebanho do Senhor.

Padre é o homem de Deus que deve estar no meio do povo: nas Paróquias, nas Pastorais, nos Seminários, nos Hospitais, nas Escolas e Faculdades, nos Meios de Comunicação Social, nas Comunidades Inseridas e entre os mais pobres e marginalizados... É um sinal de que o Reino de Deus existe entre nós.

Sem dúvida nenhuma, somente alguém que tem Deus ao seu lado é capaz de realizar tantos feitos como celebrar a Eucaristia, pregar o Evangelho, acolher os pecadores, orientar e acompanhar como somente um pai pode fazer. Um pai espiritual dado pelo Senhor para nos guiar no caminho da salvação.

O padre precisa de nós tanto quanto nós dele. Precisa do nosso apoio, colaboração e compreensão; precisa do nosso amor, da nossa amizade e de nossas orações. Precisa que rezemos pedindo que Deus o santifique, ampare e console nos instantes de fraqueza; que Deus lhe dê animo e coragem para seguir confiante e com alegria em sua missão. Este dia deve ser repleto de agradecimentos e louvor pelo padre que temos. Deve ser o dia de um abraço caloroso e fraternal, de um "muito obrigado" sincero e de festa. Ter um padre em nossas comunidades é uma benção de Deus e isto precisa ser celebrado com muito amor e alegria.

Felicidades a todos os padres, especialmente ao nosso Pároco Pe Carlos Rafael . Que Deus sempre os abençoe e guarde, hoje e sempre.



Fonte:Internet

sábado, 30 de julho de 2011

O MILAGRE DO AMOR

Os cinco pães e dois peixes que Jesus abençoa, parte, dá aos discípulos, e os discípulos às multidões, matam a fome de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.

O que move este milagre de partilhar e multiplicar a comida, senão o amor infinito de nosso Mestre, que se enche de compaixão por um povo sofrido e doente, faminto de comida e de autênticos líderes?

O episódio dos cinco pães e dois peixes se apresenta logo após o martírio de João Batista. No aniversário de Herodes, a cabeça do profeta João é servida num prato, a mostrar a verdade nua e crua: a morte da profecia alimenta a festa dos poderosos. Bem outro é o banquete oferecido por Jesus. Diferente de Herodes, Jesus tem coração de infinita misericórdia: sofre com o povo que sofre, cura suas doenças, transmite sua palavra e, com ela, sua própria vida, pois ele mesmo é palavra de Deus, pão que se doa para a vida do mundo.

Os discípulos estavam preocupados com a fome do povo. Mas não conseguiam imaginar que no amor de Jesus estava a solução para a fome do corpo e da alma. As palavras de Jesus aos discípulos, portanto, valem para nós hoje, como convite a viver em seu amor e a desdobrar esse amor aos outros: “Deem-lhes vocês mesmos de comer”.

Na celebração da eucaristia somos saciados com o pão da vida, que é o próprio Senhor ressuscitado em nosso meio. Ele continua nos animando com seu Espírito, recordando que a comunhão de que participamos é, mais que tudo, um compromisso concreto. Jesus é pão que se doa para os que têm fome. Mas o Mestre nos deixa uma missão fundamental. Para além da preocupação de que cada um se vire como puder, somos discípulos daquele que ama, se compadece e se doa. Doando a vida, alimentamo-nos do próprio Deus. Doando a vida, saciamos a fome profunda da alma. E só na comunhão de um amor que se compadece podemos oferecer Jesus ao mundo. O amor é o milagre que sacia a fome de comida e de paz.



Pe. Paulo Bazaglia, ssp

quinta-feira, 28 de julho de 2011

"Deus o maior médico da historia"

Discurso dos formandos de Medicina da PUC- PR /2010.

Publicado em 09/12/2010 por temasempsicologia

 Boa noite a todos. Hoje estou aqui para prestar uma homenagem ao primeiro, maior e melhor médico da história da humanidade. Deus é esse médico, o médico dos médicos, e o mais excelente conhecedor do corpo humano. Todas as células e tecidos, órgãos e sistemas, foram arquitetados por Ele, e Ele entende e conhece a sua criação melhor do que todos. Que médico mais excelente poderia existir ? Deus é o primeiro cirurgião da história. A primeira operação ? Uma toracoplastia, quando Deus retirou uma das costelas de Adão e dela formou a mulher. Ele também é o primeiro anestesista, porque antes de retirar aquela costela fez um profundo sono cair sobre o homem. Deus é o melhor obstetra especialista em fertilização que já existiu ! Pois concedeu filhos a Sara, uma mulher que além de estéril, já estava na menopausa havia muito tempo. Jesus, o filho de Deus, que com Ele é um só, é o primeiro pediatra da história, pois disse: “Deixai vir a mim as criancinhas, porque delas é o reino de Deus. Ele também é o maior reumatologista, pois curou um homem que tinha uma mão ressequida, ou, tecnicamente uma osteoartrite das articulações interfalangeanas. Jesus é o primeiro oftalmologista, relatou em Jerusalém, o primeiro caso de cura em dois cegos de nascença. Ele também é o primeiro emergencista a realizar, literalmente, uma ressuscitação cardio-pulmonar bem sucedida, quando usou como desfibrilador as suas palavras ao dizer: “Lázaro, vem para fora !”, e pelo poder delas, ressuscitou seu amigo que já havia falecido havia 4 dias. Ele é o melhor otorrinolaringologista, pois devolveu a audição a um surdo. Seu tratamento ? O poder de seu amor. Jesus também é o maior psiquiatra da história, há mais de 2 mil anos curou um jovem com graves distúrbios do pensamento e do comportamento. Deus também é o melhor ortopedista que já existiu, pois juntou um monte de ossos secos em novas articulações e deles fez um grande exército de homens. Sem contar quando ele disse a um homem coxo: “Levanta, toma a tua maca e anda !”, e o homem andou. O tratamento ortopédico de quadril mais efetivo já relatado na história. A primeira evidência científica sobre a hanseníase está na Bíblia. E Jesus é o dermatologista mais sábio da história, pois curou instantaneamente 10 homens que sofriam desta doença. Ele também é o primeiro hematologista, pois com apenas um toque curou a coagulopatia de uma mulher que sofria de hemorragia havia mais de 12 anos e que tinha gastado todo o seu dinheiro com outros médicos em tratamentos sem sucesso. Jesus é ainda, o maior doador de sangue do mundo. Seu tipo sanguíneo ? O negativo, ou, doador universal, pois nesta transfusão Ele ofereceu o seu próprio sangue, o sangue de um homem sem pecado algum, por todas as pessoas que tinham sobre si a condenação de seus erros e, assim, através da sua morte na cruz e de sua ressurreição, deu a todos os que o recebem o poder de se tornarem filhos de Deus. E para ter este grande presente, que é a salvação, não é necessário FAZER nada, apenas crer e receber. O bom médico é aquele que dá a sua vida pelos seus pacientes. Ele fez isso por nós. Ele é um médico que não cobra pelos seus serviços, porque o presente GRATUITO de Deus é a vida eterna. No seu consultório não há filas, não é necessário marcar consulta e nem esperar para ser atendido, pelo contrário, Ele já está à porta e bate, e aquele que abrir a seu coração para Ele, Ele entrará e fará uma grande festa. Não é necessário ter plano de saúde ou convênio, basta você querer e pedir. O tratamento que ele oferece é mais do que a cura de uma doença física, é uma vida de paz e alegria aqui na terra e mais uma eternidade inteira ao seu lado no céu. O médico dos médicos está convidando você hoje para se tornar um paciente dele, e receber esta salvação e constatar que o tratamento que Ele oferece é exatamente o que você precisa para viver. Ele é o único caminho, a verdade e a vida. Ninguém pode ir até Deus a não ser por Ele. Seu nome é Jesus. A este médico seja hoje o nosso aplauso e a nossa sincera gratidão. Mensagem lida na formatura do Curso de Medicina da PUC-PR /2010.

domingo, 17 de julho de 2011

A Paciência de Deus

O reinado de Deus é a boa semente semeada pelo Filho do homem, o trigo que cresce no mundo em meio a situações difíceis, em meio a forças inimigas.
Os empregados da parábola do joio e do trigo são impacientes, querem acabar logo com o joio. Fazem pensar nas atitudes imediatistas e simplistas, para não dizer vingativas e violentas, que hipocritamente dividem as pessoas em boas e más, em amigas e inimigas.

A boa semente que o próprio Jesus semeou tem em si o poder de germinar e frutificar, mesmo em meio ao joio. Mas, como as sementes precisam de tempo, o reino também requer paciência.

É com paciência que Deus age. Deus não quer separar, mas dar tempo para que o reino aconteça no mundo e não fora dele. Jesus é o espelho dessa paciência divina, ao rejeitar o pecado e perdoar o pecador, ao procurar aqueles que a sociedade rotulava como malditos.

Na explicação de Jesus, o joio são os “filhos do maligno”, as pessoas que pactuam com a maldade. Muitas situações e forças são claramente contrárias ao projeto de vida que Deus deseja. Mas, concretamente, não é o caso de fazer a “caça ao joio”, mesmo porque não seria tão simples identificá-lo. E, sempre que se exclui alguém, algo de bom também se perde. Além disso, querer fazer justiça com as próprias mãos seria trair o próprio projeto de Deus.

Aprender a paciência de Deus, em vez, é o convite do evangelho. Paciência não é conformismo, mas a certeza de que o reino está em curso, transformando a história, como a menor das sementes que naturalmente se torna grande planta, como o fermento que tem a força de transformar toda a massa.

O reino é o homem semeando no campo, é a mulher fermentando a massa, somos todos nós trabalhando juntos, pela transformação deste mundo para melhor. Um trabalho paciente, sobretudo para conviver com o joio. Não tanto o joio que ge¬ralmente identificamos com os outros, nossos inimigos, mas o joio mais daninho, aquele que está dentro de nós mesmos.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp (Periódico O Domingo)
 
 
 

domingo, 26 de junho de 2011

A cadeira

Numa pequena cidade do interior, o pároco visitava semanalmente os doentes do hospital local. Foi prontamente atender ao pedido de um homem que o chamou no meio da noite para rezar com ele.
Quando o sacerdote chegou, encontrou o enfermo na cama, com a cabeça apoiada num par de almofadas. Ao lado dele, uma cadeira, que o padre logo pensou estar ali para quando ele chegasse para rezar.
- Suponho que estava me esperando – disse o sacerdote.
Espantado, o homem respondeu:
- Não, quem é você?
- Sou o sacerdote que sua filha chamou para rezar com você. Quando cheguei e vi a cadeira ao lado da cama, achei que era para mim.
- Ah, sim, a cadeira – exclamou o homem! Entre e feche a porta.
Ao fechar a porta e sentar-se ao lado da cama, o sacerdote começou a ouvir o pobre doente.

- Esta é a primeira vez que falo com alguém sobre isso, mas é que na verdade nunca aprendi a rezar. Passei a minha vida toda sem saber o que é oração. Nunca me ensinaram a rezar e eu também nunca me preocupei em aprender. Pensava que Deus estava muito distante de mim, e nunca dei importância para a ideia de conversar com ele. Até que um dia um amigo me disse que rezar era muito simples e faria muito bem para mim. Que minha vida se transformaria por completo. Então, ele me ensinou. Disse para me sentar em frente a uma cadeira vazia e imaginar que Jesus está sentado ali. O próprio Jesus disse que estaria sempre ao nosso lado, podemos então conversar com ele sempre que quisermos. Você pode falar com ele sobre todas as coisas que desejar. Contar seus problemas, pedir conselhos, abrir plenamente seu coração como se estivesse falando com um grande amigo. Tentei uma vez e gostei muito do resultado. Desde aquele dia, tenho conversado com Jesus diariamente. Só tomo cuidado para que minha filha não me veja, para não pensar que estou louco.

Muito emocionado, o sacerdote respondeu àquela demonstração de fé dizendo que o que fazia era muito bom e deveria manter este hábito. Rezou com ele por alguns minutos e logo foi embora.

Dois dias depois, a filha comunicou ao sacerdote que o pai havia falecido. Na certeza de que o homem havia falecido em paz, perguntou como foram seus últimos momentos de vida.

A filha respondeu:

- Quando eu estava para sair, ele me chamou ao seu quarto. Disse que me amava muito e me deu um beijo. Quando voltei do trabalho, algumas horas depois, já estava morto. Só havia uma coisa estranha na sua morte. Antes de morrer, ele chegou bem perto da cadeira que estava sempre ao lado de sua cama e encostou a cabeça nela. Eu o encontrei debruçado sobre a cadeira. Por que será isso?

O sacerdote, profundamente comovido, enxugou as lágrimas e respondeu:

- Ele partiu nos braços de seu melhor amigo.

Fonte: Frei Darlei Zanon no livro Parábolas de Fé