A parábola dos trabalhadores ou do patrão generoso nos deixa intrigados, porque mostra que os pensamentos de Deus são diferentes dos nossos e a lógica do reino contrasta com a nossa. Jesus com frequência nos desconcerta com suas parábolas e ensinamentos.
A bondade do patrão supera a justiça humana. Nós costumamos ser calculistas: trabalhou tanto, merece tanto. Jesus, ao contrário, pensa na necessidade de cada um. A parábola diz que o patrão pagou uma diária a cada trabalhador, o necessário para viver o dia – direito que todos têm, independentemente deste ou daquele emprego. Se alguns empregados da parábola não trabalharam mais, o motivo disso é não terem sido contratados antes, estarem aguardando alguém que os contratasse.
A lógica do reino questiona a lógica humana. Não raro a palavra de Deus provoca uma inversão de valores. Deus é imprevisível em suas opções: escolhe o último, o pecador, o fraco. Para ele, não existem categorias: os que chegaram primeiro, os que fizeram mais. Tudo é generosidade e misericórdia do patrão justo, que supera os critérios humanos. Deus não é injusto por ser generoso.
A salvação é dom de Deus, não mérito nosso. O ingresso no reino de Deus não depende tanto de nossa fidelidade às práticas religiosas, da frequência desde crianças a uma comunidade. Muitos pensam que têm mais mérito diante de Deus porque são fervorosos em práticas devocionais. Se falta amor e justiça na vida cotidiana, pouco vale a vivência devocional. Queremos superar a “religião dos méritos”.
O discípulo de Jesus, com a celebração eucarística, vai se familiarizando com a lógica de Deus, baseada na generosidade, vai se comprometendo com ela. Não importa se é trabalhador da primeira ou da última hora, todos são admitidos à mesma mesa e recebem a mesma palavra e o mesmo pão. O Pai, justo e bom, não nos trata de forma mesquinha, conforme nossa eficiência, mas na proporção da ternura do seu coração.
Pe. Nilo Luza, ssp
domingo, 18 de setembro de 2011
domingo, 11 de setembro de 2011
ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS
A vida terrena de Jesus e seu ensinamento foram marcados pelo perdão generoso, incondicional e sem limites.
Se somos nós a errar e ofender alguém, ele deixou claro como é fundamental reconhecer a própria culpa e pedir perdão. Mas o que sempre pedimos a Deus na oração do pai-nosso nos leva a pensar sobre como agimos quando são os outros a nos ofender. “Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”.
Jesus diz que não basta perdoar sete vezes. Sete é um número simbólico, que faz pensar num perdão generoso e perfeito, porém limitado. O Mestre ensina um perdão sem limites, um perdão de perder a conta ou, melhor dizendo, um perdão de quem não fica calculando.
Deus certamente não nos perdoa com a medida que nós, em nossa debilidade, usamos para perdoar, pois seu perdão será sempre infinitamente superior ao nosso. A “enorme fortuna” da história são 10 mil talentos, muitas toneladas de ouro, a quantia que o general romano Pompeu tirou da Judeia em 60 a.C. Valor bastante desproporcional, considerando os cem denários, menos de 30 gramas de ouro, que o escravo não consegue perdoar ao companheiro. Somos perdoados por tantas coisas e podemos não conseguir perdoar por tão pouco.
Mas, se não somos nós a limitar o perdão de Deus, a questão é: será possível sentir de fato o perdão incondicional de Deus para conosco, se não conseguimos perdoar quem nos ofende? Como é possível experimentar um Deus infinitamente bom e misericordioso e, ao mesmo tempo, condenar aqueles que também são objeto do perdão divino?
Jesus quer seguidores conscientes, que pratiquem o perdão sem limites. Pois, se nas quedas houver perdão, haverá também força para levantar-se. E as relações serão gratuitas.
E se Deus continua amando seus filhos incondicionalmente, quão diferente seria o mundo se nós, cristãos, experimentássemos de fato seu perdão. “Perdoai-nos, Senhor, como nós perdoamos” continua sendo um desafio.
Pe. Paulo Bazaglia, ssp
Se somos nós a errar e ofender alguém, ele deixou claro como é fundamental reconhecer a própria culpa e pedir perdão. Mas o que sempre pedimos a Deus na oração do pai-nosso nos leva a pensar sobre como agimos quando são os outros a nos ofender. “Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”.
Jesus diz que não basta perdoar sete vezes. Sete é um número simbólico, que faz pensar num perdão generoso e perfeito, porém limitado. O Mestre ensina um perdão sem limites, um perdão de perder a conta ou, melhor dizendo, um perdão de quem não fica calculando.
Deus certamente não nos perdoa com a medida que nós, em nossa debilidade, usamos para perdoar, pois seu perdão será sempre infinitamente superior ao nosso. A “enorme fortuna” da história são 10 mil talentos, muitas toneladas de ouro, a quantia que o general romano Pompeu tirou da Judeia em 60 a.C. Valor bastante desproporcional, considerando os cem denários, menos de 30 gramas de ouro, que o escravo não consegue perdoar ao companheiro. Somos perdoados por tantas coisas e podemos não conseguir perdoar por tão pouco.
Mas, se não somos nós a limitar o perdão de Deus, a questão é: será possível sentir de fato o perdão incondicional de Deus para conosco, se não conseguimos perdoar quem nos ofende? Como é possível experimentar um Deus infinitamente bom e misericordioso e, ao mesmo tempo, condenar aqueles que também são objeto do perdão divino?
Jesus quer seguidores conscientes, que pratiquem o perdão sem limites. Pois, se nas quedas houver perdão, haverá também força para levantar-se. E as relações serão gratuitas.
E se Deus continua amando seus filhos incondicionalmente, quão diferente seria o mundo se nós, cristãos, experimentássemos de fato seu perdão. “Perdoai-nos, Senhor, como nós perdoamos” continua sendo um desafio.
Pe. Paulo Bazaglia, ssp
terça-feira, 6 de setembro de 2011
O que é a Bíblia para nós
Em setembro no mês da Bíblia vamos saber um pouco mais sobre seu conteúdo divino .Algumas perguntas e respostas para você aprofundar seu conhecimento sobre a Sagrada Escritura.
Gostaria de lembrar da Campanha que a nossa comunidade está realizando. Que é a arrecadação de Bíblias para serem doadas às crianças que freqüentam a catequese nas paróquias vizinhas. Convido a todos para participarem desta Campanha a fim de que mais crianças possam ser evangelizadas, através da palavra de Jesus Cristo.
Senhora Bíblia, é verdade que São Jerônimo a escreveu?
Não foi um só homem que me escreveu, foram muitos, mas todos foram inspirados pelo Espírito Santo.
Porque a Senhora foi escrita?
Para contar o passado aos nossos filhos. Para anunciar o futuro que Deus está nos preparando e mostrar no presente que Ele está caminhando conosco.
Quanto tempo vou levar para conhecer tudo o que a Senhora tem para nos ensinar?
Se você dedicar meia hora por dia, lendo 4 ou 5 capítulos, dentro de um ano você me conhecerá por inteira.
Só um ano?
Sim muito menos tempo que você gasta com outras leituras, e olha o que eu tenho a lhe oferecer são palavras de vida eterna!
Existe alguma diferença entre a Senhora e as Bíblias de outras religiões?
Sim existe. Depois de alguns séculos, a Igreja Católica definiu a forma final da Bíblia, com os seus 73 livros (46 do Antigo e 27 do Novo Testamento). A Bíblia não católica tem apenas 66 livros. Lutero, no século XVI, e, principalmente seus seguidores, rejeitaram os livros de Tobias, Judite, Sabedoria, Baruc, Eclesiástico, 1 e 2 Macabeus, além de partes dos livros de Ester e Daniel.
Agora entendo! É por isso que a Bíblia católica contém mais livros do que a Bíblia não católica. Mas, Dona Bíblia, por que a Bíblia católica tem mais livros?
A Bíblia católica adota o índice (cânon), chamado Alexandrino ou dos Setenta. Eu explico:
Em Alexandria, no Egito, cerca de 200 anos antes de Cristo, já havia uma influente colônia de judeus vivendo em terra estrangeira e falando grego. O rei do Egito, Ptolomeu, queria ter todos os livros conhecidos na famosa biblioteca de Alexandria; então mandou buscar 70 (setenta) rabinos, para traduzirem os Livros Sagrados hebraicos para o grego, entre os anos 250 e 100 a. C.. Surgiu, assim, a versão grega chamada Alexandrina ou dos Setenta, que a Igreja Católica sempre seguiu.
Não é o mesmo índice (cânon) adotado pela Bíblia não católica?
Não. A Bíblia não católica adotou o índice (cânon) do Sínodo de Jâmnia
No ano 100 da nossa era, os rabinos judeus se reuniram no Sínodo de Jâmnia, no sul da Palestina, a fim de definir a Bíblia Judaica. Isto porque, nesta época começavam a surgir o Novo Testamento com os Evangelhos e as cartas dos Apóstolos, que os judeus não aceitaram. Nesse Sínodo, os rabinos definiram como critérios para aceitar que um livro fizesse parte da Bíblia, o seguinte:
1. O livro deveria ter sido escrito na Terra Santa;
2. Escrito somente em hebraico (nem aramaico e nem grego);
3. Escrito antes de Esdras (455 – 428 a.C.);
4. Sem contradição com a Tora ou a Lei de Moisés.
Essas são as razões históricas da diferença entre a Bíblia Católica e a Bíblia não católica.
Dona Bíblia, quantos esclarecimentos importantes a Senhora está nos dando. O que é VULGATA?
O Papa São Dâmaso (366-384), no século IV, pediu a são Jerônimo que fizesse uma revisão das muitas traduções latinas que havia da Bíblia, o que gerava certas confusões entre os cristãos. São Jerônimo revisou o texto grego do Novo Testamento e traduziu do hebraico o Antigo Testamento, dando origem ao texto latino chamado Vulgata, usado até hoje.
Assim, VULGATA é o nome dado à tradução latina da Bíblia, feita por são Jerônimo, a pedido do Papa. Talvez seja por isso que algumas pessoas se confundem e afirmam que foi são Jerônimo quem escreveu a Bíblia.
Dona Bíblia, muitas pessoas dizem que não a lêem, pois a acham difícil e complicada. A Senhora realmente é difícil e complicada?
Nossa! Que bobagem! Não sou nem difícil e nem complicada.
O que acontece é que muitas pessoas procuram ler-me como se eu fosse um livro de história, e essa forma de ler não é correta. Para me entenderem, as pessoas deveriam me ler como se estivessem fazendo uma oração.
Lê-la como se estivesse fazendo uma oração? Rezando? Como assim?
Então...., como nós sabemos os meus livros foram escritos por diversos autores, mas todos inspirados por Deus.
Por isso, quando vocês me lerem, devem entender que a leitura da Bíblia é como um diálogo que Deus tem com cada um de vocês, que procuram descobri-lo e também descobrir seu plano de amor para todo o seu povo.
Você pode dar algumas pistas de como esse diálogo, essa leitura orante se transforma em oração?
Claro que sim! E com prazer!
Antes de começar a minha leitura, vocês devem:
- Invocar o Espírito Santo;
- Criar um ambiente de recolhimento
Devem também:
- Ter sempre em mente que os meus livros são a palavra de Deus.
- Se colocarem abertos à palavra, para: enxergar, saborear e agir.
Lembrem-se das palavras de Maria: “Faça-se em mim segundo a tua palavra”.
Puxa! Que interessante! Você gostaria de dizer mais alguma coisa sobre esse assunto?
Gostaria sim!
Gostaria que todos entendessem que um momento de leitura da Palavra de Deus e de escuta do que Ele nos diz pessoalmente, a leitura orante, não pode ser somente um momento de estudo, nem um tempo para se conhecer a história.
A leitura orante dos meus livros é antes de tudo, para viver melhor o Evangelho de Jesus.
Muito obrigado Bíblia.
De nada, mas antes de me despedir gostaria de lembrar mais uma vez da campanha que a nossa comunidade está realizando. Que é a arrecadação de Bíblias para serem doadas às crianças que freqüentam a catequese nas paróquias vizinhas. Convido a todos para participarem desta campanha.
sábado, 3 de setembro de 2011
O mês da Palavra de Deus o que é a Biblia para nós.
Para a Igreja Católica, o mês de setembro é dedicado à Palavra de Deus e a celebração do Dia da Bíblia. “Como posso entender se não há alguém que me explique” (At 8,31)
Para conhecermos um pouco mais a Biblia, A BIBLIA FALA.
A leitura orante da Biblia é como um colírio:limpa os olhos embaçados,para que se comece a enxergar com os olhos de Deus.Para que a Leitura Orante da Biblia seja uma oração frutuosa,faça a leitura seguindo os seguintes passos:
1-Faça se em mim a tua palavra:O momento da Leitura orante da Biblia não é um momento de estudo nem um tempo para realizar um trabalho pastoral,ou adquirir mais conhecimento.É, antes de tudo,um momento de ler a palavra de Deus e escutar o que esta palavra tem a nos dizer para melhor viver o Evangelho de Jesus Cristo.Nesse momento é necessario ter a atitude que o velho Eli recomendou ao menino Samuel:"(...) Fala,Senhor, que teu servo escuta (...)" (1º Sm 3,9).Esta tambem foi a atitude de Maria. " Faça-se em mim segundo a tua palavra"(Lc1,38).
2- Invocar o Espirito:É o momento em que se deve estar aberto a docilidade do Espirito Santo.Escutar Deus não depende da pessoa,mas Dele.É um momento de gratuidade por parte do Pai.Para isso é preciso um preparo vigilante na oração,no silêncio para descobrir o sentido que a palavra de Deus tem para cada um ,hoje.
3- Criar ambiente de recolhimento:É o momento do silêncio.Lugar de recolhimento.Ler a Biblia é como visitar um amigo.Os dois exigem o maximo de atenção,respeito,amizade,entrega e escuta atenta.Uma boa posição do corpo,favorece o recolhimento da mente.
4- Receber a Biblia como livro da Igreja:Ao abrir a Biblia deve-se estar conciente que esse livro não é propriedade pessoal,mas da comunidade.A leitura orante é o barco que nos conduz pelas curvas do rio até o mar.É luz que ilumina as noites escuras da vida.
5-Ter uma correta atitude interpretativa diante da Biblia:Para isso deve-se estar atento a 3 passos ou atitudes:
1º Conhecer,respeitar,situar,ver o que o texto diz.Para isso é importante manter o silêncio,evitar que se leve o texto a dizer só aquilo que se gosta de escutar.
2º É o momento da meditação:ruminar,dialogar,atualizar.Pergunta-se:O que o texto diz para mim,para nós?Entrar em dialogo com o texto.Ligar o texto com a vida que a gente vive,com a realidade.
3º Oração:Suplicar,louvar,recitar.O que o texto faz dizer a Deus? É o momento de prece,de vigiar em oração.Chegou a hora de responder a Ele.
6- Colocar-se aberto à palavra para chegar à contemplação:Enxergar,saborear,agir.Contemplar é ter nos olhos algo da sabedoria que leva a salvação;ver o mundo,a vida com os olhos dos pobres,com os olhos de Deus;que supera todas as coisas;o amor de Deus se revela no amor ao próximo,dizer sempre:"Faça-se em mim segundo a tua palavra"(Lc 1,38)
7- Procurar,por todos os meios,que a interpretação seja fiel:Para que o momento da oração não fique só na conclusão dos próprios sentimentos é necessario levar em conta três exigencias:
1ª O resultado da oração deve ser confrontado com a fé da igreja,istoé,com a fé da própria comunidade.
2ª Confrontar com a realidade da vida em que se vive.Estar atento à fé da igreja.O fraco resultado da oração é consequencia de uma não atenta escuta a voz de Deus.
3ª Confrontar sempre o resultado da oração com exegese.A leitura orante não pode ficar parada na letra.Deve procurar o sentido do Espírito(2Cor 3,6)
8- Imitar o exemplo de São Paulo:São Paulo da os seguintes conselhos:
1º A palavra foi escrita para a nossa instrução (1º Cor 10,11)
2º Voltar o olhar para Jesus Cristo,pois só com Ele cai o véu e a escritura se revela como sabedoria que leva a salvação.
3º Paulo fala de " Jesus Cristo crucificado"escândalo para uns e loucura para outros"(2º Cor2,2;1ºCor1,21s).Foi Ele que abriu os olhos para perceber a Palavra viva no meio dos pobres.
4º Misturar o eu e o nós,nunca só o eu e nunca só o nós!
5º Ter presente os problemas: pessoais,familiares,comunitarios,da igreja,do povo,das comunidades.
9- Descobrir na Biblia o espelho do que vivemos hoje:Ter presente que o texto que se leu não é só uma janela por onde se olha para saber o que aconteceu no passado;é tambem um espelho,para ver o que acontece com a gente hoje.
10- Interpretar a vida com a ajuda da Biblia:Na leitura orante da Biblia,o objetivo ultimo não é interpretar a Biblia,mas interpretar a vida.Celebrar a palavra viva que Deus fala hoje na vida de cada um,na vida do povo,na realidade do mundo em que se vive.
Boa leitura,boa oração!
Para conhecermos um pouco mais a Biblia, A BIBLIA FALA.
A leitura orante da Biblia é como um colírio:limpa os olhos embaçados,para que se comece a enxergar com os olhos de Deus.Para que a Leitura Orante da Biblia seja uma oração frutuosa,faça a leitura seguindo os seguintes passos:
1-Faça se em mim a tua palavra:O momento da Leitura orante da Biblia não é um momento de estudo nem um tempo para realizar um trabalho pastoral,ou adquirir mais conhecimento.É, antes de tudo,um momento de ler a palavra de Deus e escutar o que esta palavra tem a nos dizer para melhor viver o Evangelho de Jesus Cristo.Nesse momento é necessario ter a atitude que o velho Eli recomendou ao menino Samuel:"(...) Fala,Senhor, que teu servo escuta (...)" (1º Sm 3,9).Esta tambem foi a atitude de Maria. " Faça-se em mim segundo a tua palavra"(Lc1,38).
2- Invocar o Espirito:É o momento em que se deve estar aberto a docilidade do Espirito Santo.Escutar Deus não depende da pessoa,mas Dele.É um momento de gratuidade por parte do Pai.Para isso é preciso um preparo vigilante na oração,no silêncio para descobrir o sentido que a palavra de Deus tem para cada um ,hoje.
3- Criar ambiente de recolhimento:É o momento do silêncio.Lugar de recolhimento.Ler a Biblia é como visitar um amigo.Os dois exigem o maximo de atenção,respeito,amizade,entrega e escuta atenta.Uma boa posição do corpo,favorece o recolhimento da mente.
4- Receber a Biblia como livro da Igreja:Ao abrir a Biblia deve-se estar conciente que esse livro não é propriedade pessoal,mas da comunidade.A leitura orante é o barco que nos conduz pelas curvas do rio até o mar.É luz que ilumina as noites escuras da vida.
5-Ter uma correta atitude interpretativa diante da Biblia:Para isso deve-se estar atento a 3 passos ou atitudes:
1º Conhecer,respeitar,situar,ver o que o texto diz.Para isso é importante manter o silêncio,evitar que se leve o texto a dizer só aquilo que se gosta de escutar.
2º É o momento da meditação:ruminar,dialogar,atualizar.Pergunta-se:O que o texto diz para mim,para nós?Entrar em dialogo com o texto.Ligar o texto com a vida que a gente vive,com a realidade.
3º Oração:Suplicar,louvar,recitar.O que o texto faz dizer a Deus? É o momento de prece,de vigiar em oração.Chegou a hora de responder a Ele.
6- Colocar-se aberto à palavra para chegar à contemplação:Enxergar,saborear,agir.Contemplar é ter nos olhos algo da sabedoria que leva a salvação;ver o mundo,a vida com os olhos dos pobres,com os olhos de Deus;que supera todas as coisas;o amor de Deus se revela no amor ao próximo,dizer sempre:"Faça-se em mim segundo a tua palavra"(Lc 1,38)
7- Procurar,por todos os meios,que a interpretação seja fiel:Para que o momento da oração não fique só na conclusão dos próprios sentimentos é necessario levar em conta três exigencias:
1ª O resultado da oração deve ser confrontado com a fé da igreja,istoé,com a fé da própria comunidade.
2ª Confrontar com a realidade da vida em que se vive.Estar atento à fé da igreja.O fraco resultado da oração é consequencia de uma não atenta escuta a voz de Deus.
3ª Confrontar sempre o resultado da oração com exegese.A leitura orante não pode ficar parada na letra.Deve procurar o sentido do Espírito(2Cor 3,6)
8- Imitar o exemplo de São Paulo:São Paulo da os seguintes conselhos:
1º A palavra foi escrita para a nossa instrução (1º Cor 10,11)
2º Voltar o olhar para Jesus Cristo,pois só com Ele cai o véu e a escritura se revela como sabedoria que leva a salvação.
3º Paulo fala de " Jesus Cristo crucificado"escândalo para uns e loucura para outros"(2º Cor2,2;1ºCor1,21s).Foi Ele que abriu os olhos para perceber a Palavra viva no meio dos pobres.
4º Misturar o eu e o nós,nunca só o eu e nunca só o nós!
5º Ter presente os problemas: pessoais,familiares,comunitarios,da igreja,do povo,das comunidades.
9- Descobrir na Biblia o espelho do que vivemos hoje:Ter presente que o texto que se leu não é só uma janela por onde se olha para saber o que aconteceu no passado;é tambem um espelho,para ver o que acontece com a gente hoje.
10- Interpretar a vida com a ajuda da Biblia:Na leitura orante da Biblia,o objetivo ultimo não é interpretar a Biblia,mas interpretar a vida.Celebrar a palavra viva que Deus fala hoje na vida de cada um,na vida do povo,na realidade do mundo em que se vive.
Boa leitura,boa oração!
domingo, 14 de agosto de 2011
SALVAÇÃO PARA TODOS
Grande era a fé daquela mulher cananeia, que alcança de Jesus a libertação para sua filha. Fé que enfrentou barreiras e preconceitos e foi recordada como exemplo desde as primeiras comunidades cristãs.
Afinal, segundo a lógica do povo de Israel, povo escolhido por Deus, que direitos tinha uma estrangeira para exigir algo do Messias? Jesus havia sido enviado para o povo de Israel, é verdade, mas sua missão era levar a salvação de Deus a todas as nações. E então a fé da estrangeira mostra aos seguidores de Jesus o que realmente importava a partir daquele momento. Pois a partir de Jesus o povo de Deus não se baseia mais em privilégios e exclusivismos, como a Lei de Moisés ou o monte Sião. O povo de Deus é a comunidade universal dos que acreditam no Messias Jesus, e a fé é a carteira de identidade de todos os cidadãos do Reino.
Não foi simples para as primeiras comunidades compreender que, em Jesus, Deus quer salvar a todos, sem exceção. Ainda hoje, após 2 mil anos, é cômodo viver a religião segundo alguns critérios que excluem as pessoas, em vez de incluí-las na comunidade, em vez de lhes dar a possibilidade de vivenciar com fé a bondade infinita de um Deus que não apenas deixa cair migalhas, mas se oferece a si mesmo como ali¬mento a todos os seus filhos – também àqueles que hipocritamente são ameaçados, excluídos e amaldiçoados.
O tamanho de nossa fé em Jesus se mede pela nossa abertura ao diferente e ao novo, por nossa capacidade de acolher as pessoas sem impor condições. Pois amar as pessoas não significa aceitar seus erros, mas ajudar-se mutuamente a crescer no dinamismo do Reino.
São muitos os que hoje se sentem excluídos de nossa comunidade de fé. E, no entanto, aquela cananeia nos lembra que a fé de tantos desses excluídos está aí, a nos desafiar, a questionar preconceitos e mentalidades que separam em vez de unir. E, mais que isso, está aí a nos servir de exemplo.
Pe. Paulo Bazaglia, ssp
Afinal, segundo a lógica do povo de Israel, povo escolhido por Deus, que direitos tinha uma estrangeira para exigir algo do Messias? Jesus havia sido enviado para o povo de Israel, é verdade, mas sua missão era levar a salvação de Deus a todas as nações. E então a fé da estrangeira mostra aos seguidores de Jesus o que realmente importava a partir daquele momento. Pois a partir de Jesus o povo de Deus não se baseia mais em privilégios e exclusivismos, como a Lei de Moisés ou o monte Sião. O povo de Deus é a comunidade universal dos que acreditam no Messias Jesus, e a fé é a carteira de identidade de todos os cidadãos do Reino.
Não foi simples para as primeiras comunidades compreender que, em Jesus, Deus quer salvar a todos, sem exceção. Ainda hoje, após 2 mil anos, é cômodo viver a religião segundo alguns critérios que excluem as pessoas, em vez de incluí-las na comunidade, em vez de lhes dar a possibilidade de vivenciar com fé a bondade infinita de um Deus que não apenas deixa cair migalhas, mas se oferece a si mesmo como ali¬mento a todos os seus filhos – também àqueles que hipocritamente são ameaçados, excluídos e amaldiçoados.
O tamanho de nossa fé em Jesus se mede pela nossa abertura ao diferente e ao novo, por nossa capacidade de acolher as pessoas sem impor condições. Pois amar as pessoas não significa aceitar seus erros, mas ajudar-se mutuamente a crescer no dinamismo do Reino.
São muitos os que hoje se sentem excluídos de nossa comunidade de fé. E, no entanto, aquela cananeia nos lembra que a fé de tantos desses excluídos está aí, a nos desafiar, a questionar preconceitos e mentalidades que separam em vez de unir. E, mais que isso, está aí a nos servir de exemplo.
Pe. Paulo Bazaglia, ssp
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Programação da Semana da Família 2011
"FAMÍLIA, PESSOA E SOCIEDADE"
15/8 (2ª-feira)
Missa e Palestra com D. Joaquim Tema: Políticas públicas que valorizam a família - 19h
16/8 (3ª-feira)
Missa com renovação das Promessas do Matrimônio- 19h
17/8 (4ª-feira)
Missa e Noite de Oração e Reflexão sobre o tema: "Família geradora de uma sociedade nova"-19h
18/8 (5ª-feira)
Missa e Terço Luminoso das Famílias -19h
19/8 (6ª-feira)
Missa e Hora Santa- 19h
20/8 (Sábado)
Missa c/Benção dos Casais que completam 25, 30, 35, 40 ou mais anos de casamento -18h
Maiores informações :
Paróquia Bom Pastor - Alphaville - Diocese de Jundiaí - Santana de Parnaíba/SP - Tel.: (11) 4153-1114
Site: http://www.bompastor.dj.org.br/
Nos encontramos lá.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Homenagem ao Dia do Padre.
Pe Paulo Toni Pe Felix Silveira Pe Carlos Rafael
Ser padre é ser abençoado e verdadeiramente escolhido por Deus,dentro de uma comunidade, no seio de uma família, para ser o continuador da obra salvadora de Jesus. Ele assume a missão de construir a comunidade.
Por graça e vocação, o padre age em nome de Jesus: ele perdoa os pecados, ele reconcilia seus irmãos com Deus e entre si; ele trás a bênção de Deus para todos.
O padre é aquele que celebra a vida de Deus na vida da comunidade. Na Celebração Eucarística , ele trás Jesus para as comunidades. A Eucaristia é a razão primeira do sacerdócio.
O padre alimenta seus fiéis por esse sacramento, pela sua pregação e pelo seu testemunho.
Padre é o modelo por excelência de Jesus Cristo, o Bom Pastor. Por esse motivo ele deve ser como o Cristo Pastor. O Padre deve ser o pastor atencioso de seu rebanho.
Deve guiar por bons caminhos, orientando nas dificuldades e prevenindo quando necessário. Deve defender seus irmãos dos lobos modernos que devoram os menos esclarecidas e dos ladrões que atacam, que confundem e dispersam o único rebanho do Senhor.
Padre é o homem de Deus que deve estar no meio do povo: nas Paróquias, nas Pastorais, nos Seminários, nos Hospitais, nas Escolas e Faculdades, nos Meios de Comunicação Social, nas Comunidades Inseridas e entre os mais pobres e marginalizados... É um sinal de que o Reino de Deus existe entre nós.
Sem dúvida nenhuma, somente alguém que tem Deus ao seu lado é capaz de realizar tantos feitos como celebrar a Eucaristia, pregar o Evangelho, acolher os pecadores, orientar e acompanhar como somente um pai pode fazer. Um pai espiritual dado pelo Senhor para nos guiar no caminho da salvação.
O padre precisa de nós tanto quanto nós dele. Precisa do nosso apoio, colaboração e compreensão; precisa do nosso amor, da nossa amizade e de nossas orações. Precisa que rezemos pedindo que Deus o santifique, ampare e console nos instantes de fraqueza; que Deus lhe dê animo e coragem para seguir confiante e com alegria em sua missão. Este dia deve ser repleto de agradecimentos e louvor pelo padre que temos. Deve ser o dia de um abraço caloroso e fraternal, de um "muito obrigado" sincero e de festa. Ter um padre em nossas comunidades é uma benção de Deus e isto precisa ser celebrado com muito amor e alegria.
Felicidades a todos os padres, especialmente ao nosso Pároco Pe Carlos Rafael . Que Deus sempre os abençoe e guarde, hoje e sempre.
Fonte:Internet
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